O crédito consignado como benefício corporativo vai muito além de oferecer empréstimos aos colaboradores. Para as empresas, pode ser uma estratégia inteligente para reter talentos, reduzir custos com turnover e construir um pacote de benefícios que realmente faça diferença na vida das pessoas.
E os números mostram por que esse assunto merece atenção. Segundo a pesquisa Entre o Burnout e o Boleto, da Up Brasil, 74,4% dos trabalhadores precisaram recorrer a alguma estratégia para fechar o mês, como contratar empréstimos, parcelar compras ou reduzir despesas básicas. Na prática, isso significa que muitos profissionais enfrentam preocupações financeiras que não desaparecem quando começa o expediente.
Para o RH, surge uma oportunidade: apoiar a saúde financeira dos colaboradores e, ao mesmo tempo, fortalecer os resultados da empresa. Afinal, quanto custa perder um bom profissional? E quanto a organização pode economizar quando consegue mantê-lo por mais tempo?
Imagine um colaborador que gosta do trabalho, se dá bem com a equipe e enxerga oportunidades de crescimento. Mesmo assim, enfrenta dificuldades para pagar as contas e precisa lidar com juros elevados todos os meses. Se receber uma proposta com salário maior, mesmo que a diferença não seja tão significativa, pode decidir mudar de emprego para aliviar o orçamento.
Esse exemplo mostra como a saúde financeira pode influenciar a retenção de funcionários. É claro que ninguém pede demissão por um único motivo. Liderança, reconhecimento, remuneração e perspectivas de carreira também pesam nessa decisão. Mas ignorar as dificuldades financeiras significa deixar de lado uma parte importante da experiência do colaborador.
Além da rotatividade, o estresse financeiro pode afetar outros indicadores importantes para o RH:
Por isso, investir em saúde financeira não é apenas uma iniciativa de bem-estar. É também uma oportunidade para melhorar a experiência dos profissionais e fortalecer os resultados do negócio.

O crédito consignado é uma modalidade de empréstimo em que as parcelas são descontadas diretamente da remuneração do trabalhador, seguindo as regras aplicáveis. Como esse modelo reduz determinados riscos para as instituições financeiras, pode oferecer taxas de juros mais competitivas do que outras modalidades de crédito pessoal.
Mas o que isso tem a ver com turnover? A resposta está no valor que o benefício entrega ao colaborador e na forma como esse apoio pode fortalecer seu vínculo com a empresa.
Quem precisa recorrer a empréstimos com juros elevados pode encontrar no consignado uma alternativa para reorganizar as dívidas. Quando a nova operação apresenta um Custo Efetivo Total (CET) menor e cabe no orçamento, o trabalhador pode reduzir despesas financeiras e ter mais previsibilidade sobre os pagamentos. Essa tranquilidade pode contribuir para uma experiência profissional mais positiva.
Vale-alimentação, vale-refeição e assistência médica continuam sendo importantes. Mas será que, sozinhos, atendem às necessidades de todos os colaboradores? Ao incluir soluções de saúde financeira no pacote de benefícios, a empresa amplia seu cuidado com as pessoas e oferece alternativas que fazem sentido em diferentes momentos da vida.
Em um mercado competitivo, oferecer apenas o básico pode não ser suficiente para atrair e manter bons profissionais. Um pacote de benefícios com crédito responsável pode ajudar a empresa a se destacar, principalmente quando vem acompanhado de educação financeira e outras iniciativas de bem-estar.
Quando os colaboradores encontram benefícios úteis e boas condições de trabalho, podem ter mais motivos para permanecer na organização. Isso não significa que o consignado, sozinho, impeça desligamentos. Ele funciona como uma peça de uma estratégia mais ampla de retenção de talentos, que também envolve reconhecimento, desenvolvimento profissional e um ambiente de trabalho saudável.
Toda saída de um profissional gera impactos financeiros. E não estamos falando apenas das verbas rescisórias. Existe o investimento em recrutamento, seleção, integração e treinamento, sem contar o tempo necessário para que o novo colaborador alcance o desempenho esperado.
Segundo estimativas internacionais da Gallup, o custo para substituir um trabalhador pode variar de 40% a 200% de sua remuneração anual, dependendo da função. Esses percentuais não são uma regra para todas as empresas brasileiras, mas ajudam a dimensionar o problema.
Imagine uma empresa com 200 colaboradores, salário médio mensal de R$ 3.500 e uma taxa anual de turnover voluntário de 20%. Isso significa que, ao longo de um ano, aproximadamente 40 profissionais deixam a organização por iniciativa própria.
Considerando um custo estimado de reposição equivalente a 40% da remuneração anual, cada substituição representaria cerca de R$ 16.800. Multiplicando esse valor pelos 40 desligamentos, a empresa teria um custo anual estimado de R$ 672 mil com a rotatividade.
Agora imagine que uma estratégia integrada de retenção, incluindo benefícios de saúde financeira, contribua para reduzir os desligamentos de 40 para 36 profissionais por ano. Nesse cenário, seriam quatro substituições a menos, representando uma economia potencial de R$ 67.200 anuais.
É claro que esse é um exemplo hipotético, e não um resultado comprovado do consignado. Mas ele mostra algo importante: pequenas melhorias na retenção podem representar economias significativas para a empresa. É justamente esse tipo de análise que ajuda o RH a demonstrar o valor estratégico de um benefício para a diretoria.
O Retorno sobre Investimento (ROI) é um indicador que ajuda a entender se os ganhos financeiros de uma iniciativa compensam os custos envolvidos. No caso do crédito consignado, o RH pode avaliar economias relacionadas à redução do turnover, melhorias nos processos administrativos e outros resultados efetivamente mensurados.
O cálculo é simples: basta subtrair o custo do programa da economia financeira gerada, dividir o resultado pelo valor investido e multiplicar por 100.
Por exemplo, imagine que a empresa identifique R$ 30 mil em economias anuais atribuíveis ao programa e tenha um custo total de R$ 12 mil para implementá-lo e administrá-lo. Nesse cenário, o ROI seria de 150%, representando um retorno líquido estimado de R$ 1,50 para cada R$ 1 investido.
Mas atenção: o RH precisa acompanhar resultados reais, sem atribuir automaticamente ao crédito consignado toda redução de turnover. Para isso, vale monitorar indicadores como turnover voluntário, absenteísmo, eNPS, satisfação com os benefícios e adesão ao consignado.
A dica é acompanhar esses números antes e depois da implementação, considerando também outras mudanças realizadas na empresa. Assim, fica mais fácil apresentar à diretoria uma análise consistente das vantagens do consignado para a empresa e mostrar como os benefícios podem contribuir para os resultados do negócio.

Aqui existe um cuidado importante: facilitar o acesso ao crédito não significa incentivar os colaboradores a contratar empréstimos sem planejamento. Para gerar valor de verdade, o benefício precisa promover escolhas conscientes e ajudar os profissionais a manter uma relação mais saudável com o dinheiro.
Isso envolve comunicar claramente as taxas de juros, o Custo Efetivo Total, os prazos e o impacto das parcelas no orçamento. O RH também deve respeitar a privacidade financeira dos profissionais e garantir que a contratação seja sempre voluntária.
Afinal, para quem já enfrenta uma situação de superendividamento, assumir uma nova dívida pode não ser o melhor caminho. Quando as parcelas comprometem despesas essenciais, o mais importante é avaliar alternativas de renegociação e reorganização financeira.
Por isso, o crédito deve caminhar junto com ações de educação financeira corporativa. Orientações sobre planejamento, orçamento familiar e uso consciente do dinheiro ajudam os colaboradores a entender quando uma operação de crédito realmente faz sentido.
O foco deve ser melhorar a saúde financeira, e não simplesmente aumentar o número de empréstimos contratados. Afinal, um benefício só gera valor quando contribui de forma positiva para a vida de quem o utiliza.
Incluir um novo benefício no pacote corporativo não precisa significar mais complexidade para o RH. Com soluções especializadas, é possível organizar melhor os processos, facilitar o acesso às informações e tornar a experiência dos colaboradores mais simples.
O UpConsig, solução de crédito consignado da Up Brasil, integra a atuação da marca em saúde financeira e oferece uma alternativa para quem busca acesso estruturado ao crédito, com condições sujeitas à análise e às regras de cada modalidade.
O consignado utiliza o desconto automático das parcelas em folha de pagamento, trazendo mais previsibilidade para o pagamento das operações. Para o RH, contar com processos claros e suporte especializado pode contribuir para uma gestão mais organizada, enquanto os colaboradores ganham acesso a informações que ajudam na tomada de decisões financeiras.
É importante verificar a elegibilidade, as condições comerciais e a modalidade disponível para cada público. Quando integrado a outras iniciativas de bem-estar, o UpConsig pode complementar a estratégia de benefícios e apoiar empresas que desejam fortalecer a experiência dos colaboradores e a retenção de talentos.
O crédito consignado como benefício corporativo pode ser muito mais do que uma facilidade financeira. Quando oferecido com responsabilidade, ele ajuda a construir um pacote de benefícios mais relevante, competitivo e conectado às necessidades dos colaboradores.
Para as empresas, o potencial está em fortalecer a retenção de funcionários, melhorar a experiência das equipes e reduzir despesas relacionadas ao turnover. E, quando o RH acompanha indicadores como absenteísmo, eNPS e custos de substituição, consegue transformar essas iniciativas em argumentos concretos para a tomada de decisão.
No fim das contas, cuidar das pessoas e cuidar dos resultados não são caminhos opostos. Com uma estratégia bem planejada, eles podem andar juntos.

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