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Retenção de talentos: como a política de benefícios define quem fica e quem vai

Grupo de colaboradores

A retenção de talentos deixou de ser apenas uma preocupação do RH e se tornou uma prioridade estratégica para empresas que precisam manter produtividade, conhecimento interno e competitividade em um mercado de trabalho cada vez mais dinâmico. Em 2026, diante do avanço do turnover em áreas como tecnologia, varejo e serviços, a pergunta deixou de ser “por que reter pessoas é importante?” e passou a ser: quais ações realmente fazem o colaborador escolher ficar?

A resposta passa por um conjunto de fatores: liderança, cultura, reconhecimento, desenvolvimento, remuneração e, cada vez mais, uma política de benefícios corporativos bem estruturada. Quando os benefícios conversam com as necessidades reais dos colaboradores, eles deixam de ser apenas um complemento salarial e passam a atuar diretamente nos principais motivos de saída: insatisfação com a remuneração total, falta de flexibilidade, baixo reconhecimento, desequilíbrio entre vida pessoal e profissional e ausência de cuidado com o bem-estar.

Segundo a Robert Half, a retenção de talentos foi apontada como a principal preocupação de gestão no início de 2025, citada por 60% dos recrutadores entrevistados. O mesmo levantamento também colocou bem-estar, saúde mental, salários e benefícios competitivos entre as prioridades das empresas. 

Por que a retenção de talentos precisa ser tratada como estratégia de negócio

Reter talentos não significa impedir que as pessoas saiam a qualquer custo. Significa criar condições para que bons profissionais enxerguem valor em permanecer, crescer e contribuir com a empresa.

Quando a organização perde colaboradores estratégicos com frequência, ela também perde:

  • conhecimento sobre processos, clientes e cultura;
  • produtividade durante o período de reposição;
  • tempo e investimento em recrutamento, seleção e treinamento;
  • engajamento das equipes que permanecem;
  • força da marca empregadora no mercado.

O turnover, portanto, não é apenas um indicador de RH. Ele afeta custos, clima organizacional, experiência do cliente e capacidade de execução da empresa.

A Robert Half identificou que os principais fatores que levam profissionais a pedir demissão incluem melhores propostas no mercado, falta de oportunidades de crescimento, salários abaixo da média, benefícios pouco competitivos e falta de reconhecimento. Benefícios pouco competitivos aparecem entre os motivos de saída voluntária para 22% dos recrutadores ouvidos.

Esse dado reforça um ponto essencial: benefícios não resolvem sozinhos todos os desafios de retenção, mas podem ser decisivos quando conectados a uma estratégia mais ampla de valorização, reconhecimento e bem-estar.

banner benefícios

Benefícios corporativos e retenção de talentos: qual é a relação?

Benefícios corporativos influenciam a retenção de talentos porque impactam diretamente a percepção de valor que o colaborador tem sobre a empresa.

Na prática, o profissional não avalia apenas o salário nominal. Ele considera o pacote total oferecido: alimentação, refeição, saúde, mobilidade, flexibilidade, apoio financeiro, reconhecimento, bem-estar e facilidade de uso dos benefícios no dia a dia.

A Pesquisa de Benefícios 2025 da Robert Half mostrou que 76% dos profissionais gostariam de mudanças no pacote de benefícios, mesmo com 57% dizendo estar satisfeitos com os auxílios recebidos. O estudo também apontou que 53% dos trabalhadores e 49% das empresas reconhecem a influência direta dos benefícios na atração e retenção de talentos.

Isso indica que o desafio não é apenas “ter benefícios”, mas oferecer benefícios que façam sentido para diferentes perfis de colaboradores.

Uma política eficiente precisa responder a perguntas como:

  • o pacote atende às necessidades básicas do colaborador?
  • existe flexibilidade para diferentes momentos de vida?
  • os benefícios são fáceis de usar?
  • o RH consegue gerir tudo com simplicidade?
  • a empresa consegue medir adesão, satisfação e impacto?

Quando essas respostas são positivas, os benefícios passam a reforçar a permanência.

Como estruturar uma política de benefícios orientada à retenção

Uma política de benefícios orientada à retenção deve partir dos drivers de saída. Em vez de copiar pacotes prontos do mercado, o RH precisa entender por que as pessoas saem e conectar cada motivo a uma solução concreta.

1. Insatisfação com remuneração total: fortaleça o pacote essencial

Quando o salário não acompanha sozinho todas as expectativas, benefícios como vale-alimentação, vale-refeição e soluções de apoio financeiro ajudam a ampliar a percepção de remuneração total.

Isso não substitui uma política salarial justa, mas pode contribuir para tornar a proposta de valor mais competitiva, principalmente em setores com alta disputa por profissionais.

2. Falta de flexibilidade: ofereça benefícios adaptáveis

Colaboradores em fases de vida diferentes têm necessidades diferentes. Um profissional com filhos pequenos pode valorizar apoio à alimentação e saúde. Outro pode priorizar mobilidade, educação, bem-estar ou flexibilidade de uso.

Por isso, soluções multibenefícios ajudam empresas a criar pacotes mais personalizados, sem aumentar a complexidade da gestão para o RH.

3. Baixo reconhecimento: crie mecanismos de valorização

A falta de reconhecimento aparece com frequência entre os fatores que desgastam a relação entre colaborador e empresa. Programas de premiação, bonificação e incentivos podem apoiar uma cultura de valorização quando aplicados com critérios claros.

O importante é que o reconhecimento não seja eventual ou subjetivo. Ele deve estar conectado a comportamentos, resultados, colaboração e contribuição para a cultura.

4. Sobrecarga e saúde mental: invista em bem-estar

Bem-estar não deve ser tratado apenas como campanha pontual. Ele precisa fazer parte da experiência do colaborador.

Ações de saúde mental, equilíbrio emocional, prevenção e qualidade de vida podem contribuir para reduzir desgaste, afastamentos e perda de engajamento. Em 2025, a Robert Half apontou ações de saúde mental entre os recursos considerados relevantes para retenção, citadas por 36% dos respondentes. 

5. Falta de perspectiva: conecte benefícios à jornada do colaborador

Benefícios também podem apoiar desenvolvimento, carreira e permanência quando fazem parte de uma estratégia de longo prazo.

Isso inclui programas de educação, incentivos ao crescimento profissional, apoio à saúde financeira e ferramentas que ajudem o colaborador a planejar melhor sua vida.

VA e VR como base da retenção: o impacto da alimentação adequada na satisfação do colaborador

Duas colaboradoras conversando

Vale-alimentação e vale-refeição estão entre os benefícios mais relevantes para o dia a dia do colaborador porque atendem a uma necessidade essencial: a alimentação.

Quando bem estruturados, VA e VR ajudam a:

  • aliviar parte do orçamento mensal;
  • melhorar a percepção de cuidado da empresa;
  • apoiar uma rotina alimentar mais organizada;
  • fortalecer a satisfação com o pacote de benefícios;
  • compor uma remuneração total mais atrativa.

Esse ponto é especialmente importante em cenários de pressão no custo de vida. Para muitos colaboradores, a alimentação representa uma parcela significativa das despesas mensais. Por isso, um benefício bem aceito, com ampla rede credenciada e facilidade de uso, pode ter impacto direto na experiência cotidiana.

Para o RH, vale observar três aspectos:

Valor oferecido: o benefício precisa estar alinhado à realidade dos colaboradores e ao custo médio da região.

Aceitação: quanto maior e mais relevante for a rede, melhor tende a ser a experiência de uso.

Gestão: plataformas digitais facilitam pedidos, saldos, relatórios e controle, reduzindo a carga operacional do RH.

VA e VR não são apenas benefícios tradicionais. Eles podem ser a base de uma política de retenção mais consistente, especialmente quando combinados com soluções flexíveis e iniciativas de bem-estar.

Multibenefícios: flexibilidade para diferentes perfis de colaboradores

Uma das limitações dos pacotes tradicionais é tratar todos os colaboradores como se tivessem as mesmas necessidades. Na prática, a força de trabalho é diversa: diferentes idades, formatos familiares, rotinas, deslocamentos, prioridades financeiras e expectativas de carreira.

O cartão multibenefícios surge como uma alternativa para empresas que desejam oferecer mais flexibilidade sem perder eficiência na gestão.

Com uma solução multibenefícios, a empresa pode reunir diferentes categorias em um ecossistema mais simples, permitindo que o colaborador tenha uma experiência mais fluida e que o RH acompanhe a utilização de forma centralizada.

Essa flexibilidade contribui para a retenção porque aumenta a percepção de escolha. E escolha, no contexto de benefícios, é uma forma concreta de personalização.

Dados que mostram por que benefícios precisam entrar na estratégia de retenção

Os dados recentes reforçam que a retenção de talentos está diretamente ligada à proposta de valor oferecida ao colaborador.

A Robert Half mostrou que 60% dos recrutadores colocaram a retenção como principal preocupação de gestão, enquanto 42% citaram salários e benefícios competitivos como prioridade. 

Outro levantamento da consultoria apontou que benefícios pouco competitivos estão entre os fatores de saída voluntária, ao lado de melhores propostas, falta de crescimento, salários abaixo da média e falta de reconhecimento. 

A Mercer, por sua vez, destaca que empresas estão repensando o trabalho para 2026 e que análises de pessoas, personalização de experiências e alinhamento de recompensas com habilidades e contribuições podem apoiar retenção e desempenho. 

Em conjunto, essas pesquisas apontam para uma mesma direção: reter talentos exige uma proposta de valor integrada, que una remuneração, benefícios, desenvolvimento, reconhecimento, cultura e bem-estar.

Como o RH pode medir se a política de benefícios está ajudando a reter talentos

Duas colaboradoras conversando

Uma política de benefícios precisa ser acompanhada por dados. Sem mensuração, o RH corre o risco de manter soluções pouco utilizadas ou desalinhadas com as expectativas dos colaboradores.

Alguns indicadores importantes são:

  • taxa de turnover voluntário;
  • motivos de desligamento;
  • adesão aos benefícios;
  • uso por categoria;
  • satisfação com o pacote;
  • comparação com práticas de mercado;
  • eNPS ou pesquisas de clima;
  • impacto em absenteísmo e engajamento.

Também é importante segmentar as análises por área, senioridade, unidade, faixa etária e modelo de trabalho. Muitas vezes, o pacote funciona bem para um grupo, mas não atende outro.

A partir desses dados, o RH pode ajustar valores, categorias, comunicação e formatos de oferta.

Tecnologia como aliada na gestão de benefícios e retenção

Quanto mais completo é o pacote de benefícios, maior pode ser a complexidade de gestão. Por isso, tecnologia é uma peça importante para transformar a política em experiência positiva.

Plataformas digitais ajudam o RH a:

  • centralizar a administração dos benefícios;
  • reduzir processos manuais;
  • acompanhar saldos, pedidos e relatórios;
  • melhorar a comunicação com colaboradores;
  • simplificar a experiência de uso;
  • gerar dados para tomada de decisão.

Para o colaborador, a tecnologia melhora o acesso. Consultar saldo, localizar estabelecimentos, acompanhar benefícios e usar os recursos com facilidade torna a experiência mais prática.

Em um cenário no qual a experiência do colaborador influencia engajamento e permanência, a usabilidade dos benefícios também importa.

O papel da Up Brasil na construção de uma política de retenção mais integrada

A Up Brasil apoia empresas que buscam transformar benefícios corporativos em instrumentos estratégicos de gestão de pessoas.

Com soluções como vale-alimentação, vale-refeição, multibenefícios, premiação, frota, combustível, adiantamento salarial, consignado e recursos digitais, a empresa permite que RHs criem pacotes mais alinhados às diferentes necessidades dos colaboradores.

Essa abordagem integrada é importante porque a retenção de talentos não depende de uma ação isolada. Ela nasce da combinação entre segurança, flexibilidade, reconhecimento, bem-estar e facilidade de gestão.

Ao reunir diferentes soluções em um ecossistema de benefícios, a empresa ganha mais controle e o colaborador percebe mais valor no relacionamento com a organização.

Como avançar na retenção de talentos com benefícios mais estratégicos

A retenção de talentos depende de escolhas consistentes. Empresas que tratam benefícios apenas como obrigação operacional tendem a perder oportunidades de fortalecer vínculo, reconhecimento e bem-estar. Já aquelas que estruturam uma política de benefícios alinhada aos drivers de saída conseguem criar uma proposta de valor mais competitiva, humana e conectada ao que os colaboradores realmente precisam.

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