Blog da

7 dicas para manter um banco de talentos de sucesso

Você fez um processo de seleção e encontrou alguns ótimos profissionais. Se pudesse, admitiria vários deles, mas o número de vagas não permite. Então, a solução é contar com um banco de talentos que seja efetivo (e, preferencialmente, dinâmico).

O sonho de muitos profissionais do setor é poder manter uma política de relacionamento com esses potenciais colaboradores e de atualização dos dados para, quando necessário, poder agilizar os processos ou procedimentos de contratação. Afinal, não são apenas os benefícios tradicionais que atraem os melhores candidatos.

Por que muitas vezes a realidade não é bem assim? O que é possível ser feito para construir uma base de dados útil e efetiva? Ainda não existe uma fórmula mágica para isso, mas temos algumas dicas que você vai adorar conhecer. Confira!

1. Mantenha uma base dinâmica

Um grande problema do banco de talentos é a atualização dos dados. Os candidatos que participaram da última seleção, especialmente os melhores, logo conseguirão uma oportunidade. Além disso, as pessoas mudam de endereço ou de telefone e se formam em novos cursos.

Se o seu banco de talentos for estático, não terá a mesma utilidade no momento em que precisar dele. Imagine, por exemplo, que você precise fazer uma recontratação para determinado cargo alguns meses depois de uma seleção. Mesmo que tenha se passado pouco tempo, se algumas das informações que citamos tiverem mudado, refazer o contato com os candidatos cadastrados pode ser menos produtivo do que iniciar um processo do zero.

No decorrer deste artigo, vamos dar outras dicas para aumentar o dinamismo de sua base. Por enquanto, é importante ter em mente que a forma de armazenamento escolhida precisa permitir e facilitar ao máximo as atualizações, além de registrar datas de inclusões e alterações, de modo a identificar quais currículos são mais antigos.

2. Integre seu banco de talentos às redes sociais

Uma boa forma de facilitar a atualização dos dados é usar as redes sociais a seu favor. O endereço físico de um candidato pode mudar, mas isso dificilmente acontece com o virtual, que é atualizado pelo próprio usuário periodicamente — especialmente quando se trata das gerações mais novas.

Além disso, redes como o LinkedIn são praticamente um currículo online. Plataformas como a do Lattes são literalmente o mesmo: currículos disponibilizados na web, ainda que em um padrão mais acadêmico.  

Mesmo que o modo de armazenamento escolhido não permita uma integração completa, na qual os campos dos dados sejam atualizados periódica e automaticamente, manter o registro de links para essas plataformas já vai ajudar no momento da consulta.

3. Inclua critérios de referência

Outro aspecto de grande importância para a base de dados na qual você armazena todas as informações é uma opção de consulta fácil e prática. Uma pasta com vários currículos não permite pesquisas detalhadas, pois apenas o nome do arquivo poderá ser pesquisado.

Por isso, o ideal é que eles sejam armazenados em um software (mas uma planilha já é melhor do que manter os arquivos em pastas). Em qualquer um dos casos, os currículos precisam estar ligados a tags que permitam identificá-los.

Você pode atribuir classificações como excelente, ótimo, bom e regular para cada documento, por exemplo. Além disso, é possível classificar os arquivos por data, cargo pretendido, pretensão salarial, último salário e outras anotações de perfil ou observações feitas em processos anteriores — muitas das quais dificilmente serão lembradas sem um registro.

4. Digitalize os processos

Se seus processos de recrutamento, seleção e contratação permanecem físicos, você deve digitalizá-los urgentemente. Mesmo que trabalhe com um perfil de candidatos que ainda entregam currículos em mãos ou se apresentam apenas com a carteira de trabalho, é preciso usar os métodos de digitalização.

5. Permita autoinclusões e atualizações

Outra opção muito boa é manter uma base de dados que possa ser acessada pelo próprio candidato, com login e senha. Essa alternativa é especial, pois permite que você programe o envio de mensagens automáticas, solicitando que o profissional informe se ainda procura uma oportunidade.

Currículos mais antigos e sem acesso, mesmo com pedidos de atualização, podem ser descartados ou separados. Além disso, novos candidatos têm a opção de acessar o cadastro de forma autônoma, por meio do seu site ou outro canal.

Muitas das empresas já contam com esse tipo de recurso. Porém, nem sempre eles são adequados às demandas que mencionamos acima, como as integrações com redes sociais e a possibilidade de enviar mensagens automáticas.

6. Crie um relacionamento com os talentos

As automatizações também podem ser usadas de formas diversas para estimular o relacionamento com sua base. Se os profissionais estiverem segmentados por cargos e interesses, é possível inclusive enviar ou disponibilizar conteúdos relevantes sobre os mais diversos temas.  

De todo modo, manter contato com essas pessoas não está proibido — muito pelo contrário. A maior parte de quem participa dos processos de seleção interpreta a mensagem de que seu currículo será mantido arquivado para novas oportunidades como uma “forma educada de descartá-lo”.

Por isso, contatos regulares podem ajudar a transmitir uma boa imagem da empresa. Mas isso não significa que seja necessário escrever pessoalmente para cada um deles (felizmente, a tecnologia pode nos ajudar nessa tarefa).

7. Faça backups periódicos

Uma base profissional e armazenada na nuvem provavelmente terá recursos e procedimentos de proteção dos dados administrados pelo responsável pelos serviços. Mas, se não for o caso, você precisa assumir essa missão. Embora seja um aspecto mais técnico, é necessário atentar a ele para não correr o risco de perder todo o seu trabalho.

Curiosamente, as melhores soluções para esse procedimento são manuais. Backups automatizados não costumam ser recomendados por especialistas, pois uma falta de luz ou outro problema que comprometa sua base também pode prejudicar o sistema que salva seus arquivos automaticamente.

Pois bem: essas são nossas dicas para manter um banco de talentos que seja útil no seu trabalho. Agora você vai precisar identificar as que pode aproveitar e são prioritárias no seu caso, mas não sem antes tomar medidas para evitar uma demanda exagerada de contratação. Lembre-se: nenhum banco de talentos é capaz de suprir uma rotatividade que supere a normalidade.

Gostou do nosso artigo? Então, confira também 4 dicas para evitar uma alta rotatividade de colaboradores.

Comentários